Resumen
Este artículo propone una lectura crítica de las políticas y prácticas educativas dirigidas a estudiantes sordos con discapacidades múltiples en Brasil, articulando aportes de las perspectivas interseccionales y de los Estudios Sordos. La interseccionalidad proporciona un marco analítico fundamental para comprender las experiencias educativas desde una perspectiva crítica y basada en la práctica (Collins y Bilge, 2020; Artiles, 2013). En el caso de los estudiantes sordos matriculados en la educación pública, la sordera no constituye un marcador aislado, sino que se entrelaza con dimensiones como la clase social, el género, la raza, el audismo y el acceso a la Lengua de Señas Brasileña (Libras) (Dunn y Anderson, 2020). Al considerar a los estudiantes sordos con discapacidades múltiples, este análisis se amplía hacia las formas de opresión asociadas con el capacitismo estructural que atraviesan las políticas educativas y las prácticas escolares (Bock et al., 2020). Se realizó un análisis documental basado en las Leyes n.º 13.146 de 2015 y n.º 14.191 de 2021. La intersección de los marcadores sociales produce desigualdades en el acceso a la educación, lo que pone de manifiesto las limitaciones de los enfoques universales presentes con frecuencia en las políticas educativas. Los hallazgos refuerzan la necesidad de formular políticas que reconozcan la diversidad comunicativa y confronten el capacitismo estructural.
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