
Por qué pensar aos valores morais na sociedade de angolana
Why think about moral values in Angolan society
¿Jamüijatü jülüjüükaka aa’in jukua’ipa nojutia wayuu julu’u noumain angloleñoyuu?
Resumo
Os valores morais constituem a maior preocupação e melhor aspiração que a sociedade angolana augura alcançar para tornar a vida cotidiana harmoniosa, cordial e urbana. Tal desafio requere do concurso de esforço da sociedade em plenitude, face as inúmeras influencias externas que negativamente impactam e distorciam os valores humanos, a partir dos valores culturais angolanos. O processo pedagógico-didático, desde o conteúdo, concebe o sistema de conhecimentos, sistema de habilidades e sistema de valores, más, a práxis do sistema de valores anda a deriva, pelo que não se operacionaliza. dali a necessidade imediata da posta em marcha de mecanismos que permitam a operacionalização a partir de um plano estratégico e táctico, desta forma contar com uma sociedade feliz e sustentável. Hoje a sociedade angolana vivencia desde instituições de defesa e segurança, eclesiásticas, financeiras entre outras de situações pouco abonatórias dada a elevada e generalizada de crise de valores no nosso contexto nos dias de hoje.
Palabras clave: valores-Angola-Morais
Abstract
Moral values are the greatest concern and best aspiration that Angolan society hopes to achieve in order to make everyday life harmonious, cordial and urban. This challenge requires the full support of society's efforts, in the face of the numerous external influences that negatively impact and distort human values, based on Angolan cultural values. The pedagogical-didactic process, from the content, conceives the system of knowledge, system of skills and system of values, but the practice of the system of values is adrift, so it is not operationalized. Hence the immediate need to implement mechanisms that allow the operationalization based on a strategic and tactical plan, in order to have a happy and sustainable society. Today, Angolan society is experiencing situations ranging from defense and security institutions, to ecclesiastical institutions, financial institutions and others that are not very favorable given the high and widespread crisis of values in our context today.
Keywords: values-Angola-Morals
Resumen
Los valores morales constituyen la mayor preocupación y la mejor aspiración que la sociedad angoleña espera alcanzar para hacer la vida cotidiana armoniosa, cordial y urbana. Un desafío de este tipo exige el pleno apoyo de los esfuerzos de la sociedad, frente a las innumerables influencias externas que impactan negativamente y distorsionan los valores humanos, basados en los valores culturales angoleños. El proceso pedagógico-didáctico, desde el contenido, concibe el sistema de conocimientos, el sistema de habilidades y el sistema de valores, pero la praxis del sistema de valores está a la deriva, por lo que no se operacionaliza. De ahí la necesidad inmediata de implementar mecanismos que permitan su operacionalización con base en un plan estratégico y táctico, asegurando así una sociedad feliz y sostenible. Hoy en día, la sociedad angoleña vive situaciones que abarcan desde las instituciones de defensa y seguridad, hasta las instituciones eclesiásticas y financieras, entre otras, no muy favorables dada la alta y generalizada crisis de valores en nuestro contexto actual.
Palabras clave: Angola, valores, morales.
Palitpütchiru'u
Tü kojutaaka atumawaa jia müleuka jünain jülüjüka atuma jee jia a’atapünaka jiain asawatünüin noumainru’u angloleñoyuu jüpüla anajirawaa weinshi, aleewaa jee kepiajirawaa. Akua’ipaakat tüü achuntaasü kaaliwaa namüin napüshuwa’aya wayuu jüsala mainmain kasa o’otoka akomolujakat jee ji’irataüin nekiiru’ujee na wayuukana jütsün lojutaa, jünainjatka nakua’ipa na angloleñokana. Jukua’ipa jüpansaajia jikirajia, jünainjee ekirajünajatka, jajapulu’usu jukua’ipa atüjalaakat, jukua’ipa yalayalaa jee jukua’ipa ojutuaa, akajatsa jü’yataaya ojutuwaakat unataja’atsü natuma, yalajeeka nnojolüin ju’unajiria. Yalajeeka cheujaain wajaachon jü’yataanüin anain wanee ounajiria julu’ujee wanee a’yataaa anakua’ipalü aapüinjatka talaata waneepia. Moutpüna yaa, na angloleñokana kama’anashii akua’ipaa maka jaa’in nepiapala na ainmajüliikana jee na aapüliikana anaa aa’in namüin wayuuirua, ja’amüinree nepiapala na maleiwamaajanakana jee na ineetpu’ukana, jee waneirua, aitayaasüje’e nnojolüin jiashaanain atekünaka jaujee mainmain jaashiein mojutuwawaa julu’u oumanii joolujatkat.
Pütchi katsüinsükat: angola, anaa aaa’in, ojutuwaa.
Introdução
A assumpção aos valores morais como princípios e normas determinam o comportamento dos indivíduos humanos nas interações constantes, complexas e dinâmicas com a sociedade envolvente, uma preocupação premente e necessidade urgente para o seu aprimoramento. Apesar disso, os comportamentos podem ser “certos” ou “errados” em determinados indivíduos e/ou sociedade, de maneira que a possessão do valor sobre a honestidade visa a integralidade e franca face os acontecimentos do cotidiano.
Os valores morais se revestem de capital extraordinária na medida que regulam, pacificam, respeitam e mediam as relações pessoais de uma vida em sociedade mais harmoniosa e justa, que comumente têm início na transmissão interpessoal desde os primórdios da vida, a partir a socialização familiar, comunitária, institucional e societal, embora no decurso do tempo, cada indivíduo humano aperfeiçoa os seus valores, na base de observações e experiências adquiridas. Apesar disso, o ensinamento sobre valores morais desde sua concepção, a grosso modo apesar da diversidade multicultural, os valores morais pluralizam e singularizam.
A diversidade cultural significa pluralidade, variedade e diferenciação, conceito que é considerado o oposto total da homogeneidade. Atualmente, devido ao processo de colonização e miscigenação cultural entre a maioria das nações do planeta, quase todos os países possuem a sua diversidade cultural, ou seja, um "pedacinho" das tradições e costumes de várias culturas diferentes. Algumas pessoas consideram a globalização um perigo para a preservação da diversidade cultural, pois acreditam na perda de costumes tradicionais e típicos de cada sociedade, dando lugar às características globais e "impessoais".
Com o intuito de tentar preservar a riqueza da diversidade cultural dos países, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) criou a "Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural". Sendo que a diversidade cultural são os vários aspectos que representam especificamente distintas agencias culturais, como a linguagem, as tradições, a culinária, a religião, os costumes, o modelo de organização familiar, a política, entre outras características próprias de um grupo de seres humanos que habitam um determinado território. Igualmente, é um conceito criado para compreender os processos de diferenciação entre as várias culturas que existem ao redor do mundo. As múltiplas culturas formam a chamada identidade cultural dos indivíduos ou de uma sociedade; uma "marca" que personaliza e diferencia os membros de determinado lugar do restante da população mundial.
Entre os valores morais, se destacam: honestidade, respeito ao próximo, responsabilidade, cooperação, lealdade, empatia, liberdade, altruísmo, gratidão, disciplina, fidelidade, honradez, coragem, perseverança, paciência, harmonia, tolerância, confiança, valentia, prudência, Justiça, igualdade, bravura, caridade, sinceridade, modéstia, gentileza, generosidade, solidariedade, compaixão, cortesia, integridade, espírito de cooperação. Os valores morais deveriam refletir-se igualmente na práxis pedagógica para garantir o respeito mutuo, a convivência social sã nas relações pessoais a partir da família, instituições, comunidade e sociedade no geral. Infrutuosamente, o que se constata é o divórcio entre a teoria e pratica, apesar da existência da teoria sobre os valores morais, sua limitação reside na combinação entre ambas partes. Pelo que a crise de valores morais, cívicos e éticos se agudiza nos dias que correm. No contexto angolano não se escapa esse desiderato, pese embora existirem cartilhas, planos estratégicos entre outros protocolos junto das instituições governamentais e eclesiásticas, a práxis mostra incremento generalizado de crises de valores quer por fatores vão desde precariedade financeira governamental até familiar, incipiente oferta de empregabilidade, aumento do custo de vida todos os dias, desconforto social fundamentalmente. Se se tiver em conta a família é o núcleo basilar da sociedade, tal núcleo está completamente fragmentado e fragilizado por conta do desemprego, incerteza e desconforto generalizado. Por esse motivo, este autor inspirado e motivado em reverter o atual cenário desolado da sociedade angolana pela maioria dos cidadãos angolanos, se propõe como objetivo essencial: Refletir sobre os referentes teóricos que sustentam a axiologia.
Sendo objetivos concretos.
- Sistematizar teoricamente sobre os valores morais, a valoração e crise de valores.
- Caracterizar o estado atual dos valores morais na sociedade angolana.
- Sugerir sobre as ações socioeducativas da crise de valores morais na sociedade angolana.
Desenvolvimento
Sistematização teórica dos valores morais, éticos a valoração e crise de valores
O termo “valor” é amplamente utilizado no vocabulário popular. Valor pode ser entendido como um nível mais alto de avaliação, como empregado na expressão “conferir valor a algo ou alguém” (ROHAN, 2000, p. 256). Entretanto, a visão mais contemplada na literatura de valores aborda o conceito sob uma diferente perspectiva. Igualmente, o termo “Valor” tem sido mais estudado como substantivo que como verbo. Ao invés de iluminar o processo de valorar, pesquisadores têm direcionado seus entendimentos sobre valores para as prioridades expressas no processo de valoração. Ou seja, as pessoas valorizam de acordo com suas prioridades de valor. (ROHAN, 2006). Assim, entender o conteúdo substantivo dos valores significa iluminar o entendimento sobre aspectos como as escolhas humanas, a estabilidade da personalidade e o processo de mudança individual e coletivo.
Ao realizar uma revisão da literatura sobre valores, Schwartz (2006, p. 56) identificou cinco traços citados frequentemente em diversas definições conceituais. Um valor é entendido como: “1) uma crença; 2) que pertence a fins desejáveis ou a formas de comportamento; 3) que transcende as situações específicas; 4) que guia a seleção ou avaliação de comportamento, pessoas e acontecimentos; e 5) que se organiza por sua importância relativa a outros valores para formar um sistema de prioridades de valores. Apesar de esclarecedores, esses traços não representam o conteúdo substancial dos valores humanos. Para facilitar a discussão a respeito do conceito de valores, foram identificadas e apresentadas no quadro 1 as definições de alguns teóricos a respeito do termo
A referenciação teórica sobre valores morais aponta que estes valores constituem juízos construídos socialmente, fundamentados na ideia do bem, do que é certo ou errado. O conjunto desses juízos é chamado de moral - um conhecimento comum aos indivíduos de um determinado grupo, que orienta seus sentimentos e ações. De modo geral, os valores morais representam o que uma sociedade compreende como sendo o correto em um determinado período histórico. (Menezes. p 2020).
Para Thomas e Znaniecki (2004, p. 110) "Qualquer dado que tenha um conteúdo empírico acessível aos membros de um grupo social e um significado em relação ao qual alguém é ou pode ser objeto de atividade."Kluckhohn (1951, tradução nossa) “É uma concepção, explícita ou implícita, própria de um indivíduo ou característica de um grupo, sobre a desejabilidade, que influencia a seleção de modos, meios e fins de ação acessíveis.”
De acordo com Rokeach (1973, p. 25, tradução nossa) São crenças duradouras que “orientam e determinam atitudes em relação a objetos e situações, ideologia, apresentação de si aos outros, avaliações, julgamentos, justificativas, comparações de si mesmo com os outros e tentativas de influenciar os outros”. Rohan (2000, tradução nossa) "Valor: é um princípio analógico implícito construído a partir de julgamentos sobre a capacidade de coisas, pessoas, ações e atividades de proporcionar o melhor modo de vida possível." Ros (2006, p. 96) “Valores são crenças hierárquicas sobre estilos de vida e formas de existência que orientam nossas atitudes e comportamentos”
Segundo Schwartz (2006, p. 58) “Metas desejáveis transitórias, que variam em importância, servem como princípios na vida de uma pessoa ou outra entidade social.” Gouveia (2008, p. 55) “Aceitamos as seguintes características consensuais para as definições de valores: (a) são conceitos ou categorias sobre estados de existência desejados; (c) transcendem situações específicas; (d) assumem diferentes graus de importância; (e) orientam a seleção ou avaliação de comportamentos e eventos; e (f) representam cognitivamente as necessidades humanas.” Feather (1996, p. 222 apud ROHAN, 2000, p. 257, tradução nossa) “Crenças sobre formas indesejáveis e indesejáveis de comportamento ou sobre desejabilidade ou mesmo sobre objetivos gerais”
A grosso modo, os visados valores servem como uma bússola moral para a orientação das ações, o chamado senso moral - um sentido capaz de gerar sentimentos positivos (admiração, conforto, felicidade, orgulho), entre os negativos (culpa, vergonha, tristeza, incerteza, ambiguidade, hipocrisia, egoísmo).
Os seres humanos são dotados de senso moral capaz de construir valores morais com base na experiência de uns indivíduos e universalizada, formando um saber comum a partir da formação da personalidade.
A transmissão desse conhecimento está relacionada ao processo de sociabilização. Sendo regras (ditas ou não) que normatizam a convivência social.
Dos juízos de fato aos juízos morais os juízos estão fundamentados na capacidade humana de julgar e atribuir valor às ações. Os juízos de fatos são meras definições acerca da realidade, sem atribuição de valor.
O homem normal não é social da mesma maneira aos seis meses ou aos vinte anos de idade, e, por conseguinte, sua individualidade não pode ser da mesma qualidade nesses dois diferentes níveis. (Piaget apud La Taille, 1992: 12).
Sendo a afirmação sobre uma casa ser verde ou que hoje faz sol são juízos de fatos. Entretanto, os seres humanos são capazes de atribuir valor e valoração as coisas.
Julgamentos como "esta casa é linda", "os dias de sol são mais agradáveis" ou "está um calor insuportável", exigem mais que uma interpretação direta da realidade, fundamentam-se na capacidade humana de julgar uma coisa positiva ou negativamente, como desejável ou indesejável.
Essa mesma relação vai tornar possíveis os juízos morais. Os seres humanos, dotados de um senso moral, são capazes de classificar as boas e as más ações, sentimentos, intenções ou pensamentos. Assim, o senso moral apoiado em princípios éticos (bem/mal, certo/errado) atua como uma régua na medição das ações. Bons comportamentos tendem a ser repetidos, enquanto os maus comportamentos são repreendidos.
A importância dos valores morais na construção de uma sociedade
É evidente a relevância dos valores morais no constructo social desde a existência da vida em comunidade, é normal que os indivíduos de um mesmo grupo compartilhem uma série de valores morais, assim, seus comportamentos e ações assumem determinada sociabilidade significativa. Gradualmente distintos grupos sociais, em momentos históricos, irão possuir códigos morais à altura do seu tempo. Apesar disso não se condiciona o contrário.
Caracterização do estado atual dos valores morais na sociedade angolana
O continente africano é considerado como o berço da humanidade. O território do atual estado angolano, é habitado desde o Paleolítico Superior, como indica a presença dos numerosos vestígios desses povos recolectores dos quais se deve salientar a existência de numerosas pinturas rupestres que se espalham ao longo do território. Os seus descendentes, os povos San ou Khm, também conhecidos pela palavra bantu mukankala (escravo) foram empurrados pelos invasores posteriores, os bantu, para as areias do deserto do Namibe. Estes povos invasores, caçadores, provinham do norte, provavelmente da região onde hoje estão a Nigéria e Camarões. Em vagas sucessivas, os povos bantu começaram a alcançar alguma estabilização e a dominar novas técnicas como a metalurgia, a cerâmica e a agricultura, criando-se a partir de então as primeiras comunidades agrícolas. Esse processo de fixação vai até aos nossos dias, como é o caso dos chócues, que em pleno século XX se espalhou pelas terras dos povos designados como Ganguela.
A fase de estruturação dos grupos étnicos e a consequente formação de reinos, que teriam começado a ficar autónomos, decorreu sobretudo até ao século XIII. Por volta de 1400, surgiu o Reino do Kongo. Mais tarde destacou-se deste, no sul, o Reino do Ndongo. O mais poderoso foi o Reino do Kongo, assim chamado por causa dos congos que vivia, então como agora, nas duas margens do curso final do Rio Kongo.
O Mani Kongo, ou rei Kongo, tinha autoridade sobre o noroeste da moderna Angola, governando através de chefes menores responsáveis pelas províncias. O Reino do Ndongo era habitado pela etnia Ambundu, e o seu rei tinha o título de Ngola. Daí a origem do nome do país. Outros reinos menores também se formaram nesse período. Os reinos surgem da efectivação de um poder centralizado num chefe de linhagem (Mani, palavra de origem bantu) que ganhou o respeito da comunidade com seu prestígio e poder económico. Os reinos começam a conquistar autonomia provavelmente a partir do século XII.
A cultura angolana é por um lado tributária das etnias que se constituíram no país há séculos - principalmente os ovimbundos, ambundos, congos, chócues e ovambos. Por outro lado, Portugal esteve presente na região de Luanda e mais tarde também em Benguela a partir do séculos XVI, ocupando o território correspondente à Angola de hoje durante o século XIX e mantendo o controle da região até 1975. Esta presença redundou em fortes influências culturais, a começar pela introdução da língua portuguesa e do cristianismo. Esta influência nota-se particularmente nas cidades onde hoje vive mais de metade da população. No lento processo de formação uma sociedade abrangente e coesa em Angola, que continua até hoje, regista-se por tudo isto elementos culturais muito diversos, em constelações que variam de região para região.
A partir da sistematização teórica por Domingos. David (2012)
O conflito prolongado em Angola causou transformações profundas na vivência e manifestação de práticas outrora consideradas estruturantes das suas sociedades. A mobilidade das comunidades - geralmente para as cidades - em busca de locais mais seguros ou de melhores condições de vida, levou a que encontrassem mecanismos de reprodução sociais e de adaptação aos novos contextos de vida. As transformações em causa levaram a que, muitas dessas práticas, hábitos, comportamentos, atitudes sofressem reconfigurações ou mudassem na sua essência, mormente os valores morais e cívicos em sociedades vítimas do conflito prolongado, na província da Huila – sudoeste de Angola. Os valores morais por constituírem parte integrante das identidades das sociedades, têm importância particular, pois são as principais referências do património cultural herdado. Assim, o estudo tem como objeto a identificação dos principais valores que sofreram mudanças por motivo da guerra havida em Angola, bem como a variabilidade desses valores quando cruzados com as variáveis sócio demográficas, profissão e habilitações académicas. Para isso, recorreu-se a uma amostra de 237 sujeitos, aos quais se administrou o questionário de valores morais e cívicos. De referir que a mudança de valores nas sociedades não é apenas inerente aos conflitos violentos, daí que nos propomos também verificar se houve, a par deste motivo, outras causas que mereçam ser referidas. O conflito armado foi dentre outros o principal fator de mudança dos valores. https://www.portalpensador.com/index.
Outrossim, desde https://www.jornaleme.ao/mpla-insta-igrejas-para-resgate-dos-valores-morais-e-civicos/, se infere que o processo de audição realizado no Memorial António Agostinho Neto sob o tema “O Contributo das Igrejas no Resgate dos Valores Morais e Cívicos na Sociedade Angolana” foi presidido pela diretora do Gabinete para Cidadania e Sociedade Civil do MPLA, Fátima Viegas.
Durante a sua intervenção, no ato que reuniu os membros diretivos das igrejas e outras instituições religiosas, Fátima Viegas afirmou que o encontro se realiza com o desígnio de colher sugestões dos religiosos sobre os melhores métodos para o resgate dos valores morais e cívico em Angola. Fátima Viegas considerou a igreja como parceira do Estado, tendo em conta o seu desempenho na educação e na formação do homem.
No entanto, a responsável mostrou-se preocupada com o nível de degradação dos valores morais da sociedade angolana, com destaque para o frequente registo de falta de respeito para as instituições do Estado, amor ao próximo, honestidade, solidariedade, fraternidade e de tolerância. Quanto as referências que marcam os valores inerentes ao ser humano, a dirigente asseverou que “o valor é um conjunto de característica que nos marcam, enquanto homens, organizações e associações, do modo os indivíduos se relacionam e interagem entre si. Durante o ato, os representantes das igrejas e instituições religiosas apresentaram as suas contribuições sobre os métodos e experiências para encontrar o método certo para o resgate dos valores morais e cívicos.
Sugestão socioeducativa face a crise de valores morais na sociedade angolana.
Dada a pertinência, atualidade e importância de que se revestem os valores morais em plenitude societária face a humanização e harmonização para o convívio humano cotidiano, o que requer ações socioeducativas a partir do envolvimento proativo de distintas agências socializadoras desde família, instituições de reeducação, igrejas, autoridades tradicionais e a sociedade em geral, por entender que tais agencias como fatores influenciadores e impactantes no cotidiano de todas as pessoas na sociedade. E desde esses propostos, as ações socioeducativas podem gradualmente mitigar a crise de valores morais que comumente caracterizam de modo crescente e negativo a sociedade angolana.
Na base da sistematização de referenciação teórica, o autor do presente artigo, infere que, as ações socioeducativas constituem um processo de consciencialização e conscientização, flexível, gradual, constante, dinâmico, geracional e crescente devendo a corresponder as exigências e necessidades sociais em um determinado contexto histórico social visando garantir o desenvolvimento socioeconômico sustentável.
Assim, desde essa perspectiva as ações socioeducativas a partir das agencias socializadoras acima descritas podem ter notoriedade e protagonismo quando o objeto de estudo, objetivo e o conteúdo das mesmas no seu cotidiano laboral, convergirem e influenciarem na mitigação gradual da crise de valores mediante a doção de valores morais de maneira processual, consciente, flexível, dinâmica e táctica sem imposição de maneira faseada, ou seja, a curto, médio e longo prazo. Para o efeito a autenticidade, aceitação e empatia dos protagonistas deste processo constitua uma condição fatual e não simulacro, irônica e/ou utópica.
Conclusões
Dada a influência dos valores morais e cívicos ao desenvolvimento humano, ao mesmo tempo um requerimento a sustentabilidade humana, a profunda reflexão acerca da presente problemático aponta que:
A sistematização teórica sobre os valores morais, a valoração e crise de valores deve constituir um requerimento constante e dinâmico tendo permitido uma visão estratégica sobre o assunto em abordagem.
A caracterização do estado atual dos valores morais na sociedade angolana, é antecâmara na sugestão de ações socioeducativas.
Sendo que sugestão de ações socioeducativas da crise de valores morais na sociedade angolana traduz um dos caminhos para prevenir a crise de valores na sociedade angolana.
Ao concluir se sugere:
Sugestões
- Que se continue com a sistematização, caracterização e sugestão sobre valores morais de modo sistemático para servir como cultura acadêmica no cotidiano social.
- Que os resultados sejam apresentados e socializados por intermédio da comunicação social
Referências bibliográficas
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Biodata
Albano Freitas Lemos Sapalo: Doutor em Ciências Pedagógicas, Instituto Superior Politécnico Privado do Luena. PhD in Pedagogical Sciences. Private Polytechnic Institute of Luena
Chisseque Josefa Avelino Zeca: Professora Auxiliar, Faculdade de Humidade, Universidade Agostinho Neto